sábado, 5 de outubro de 2013

Contos de uma Mari.

O silêncio era assustador, como se sons e movimentos não fizessem parte daquele mundo. A noite parecia mais longa e mais escura do que o normal e a única companhia que ali existia era a do sutil e gelado vento que entrava sob os vãos da janela e porta.
O mesmo provoca-me calafrios, e os pelos arrepiados eram a certeza de que ausentava-se o calor humano. Tudo estava diferente, algo me faltava, mas não podia identificar o que.
Era como se tivessem me tirado o melhor; Não me reconhecia!
Foram horas angustiantes, de medo e aflição. Meus olhos não conseguiam se fechar e minha boca, de tremer. Era como se o Sol tivesse se escondido, juntamente com o seu brilho.
Não consigo distinguir se fora apenas pesadelo ou uma drástica realidade. Mas sinto que essa é uma parte de mim, formada por minhas ilusões e decepções, que mesmo com o passar do tempo ainda persistem em ficarem. Onde que em algum canto do meu corpo se escondem e armazenam suas forças para me atormentarem na primeira oportunidade que tiverem seja a hora que for; Em um dia a toa ou na brecha de uma infeliz insônia.

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