segunda-feira, 7 de julho de 2014

Amor fora de padrão

Nunca desacreditei que algum dia pudesse entrar a minha vida alguém como você!

Alguém que risse dos meus defeitos. Que pegasse a minha mão esquerda e sentisse a imperfeição genética que há nela e com isso fizesse graças e o pior; me fizesse dar risada disso.
Talvez seja verdade que exagero nas doses de implicância com você. Que me irrita seu andar arrastando os pés, que depois da terceira mordida na minha bochecha elas começam a doer e que você possui uma facilidade tremenda em me machucar. Mas também possa ser verdade que o som do seu violão me alegra e que eu cantaria para você a tarde toda se isso te arrancasse um sorriso e por falar dele: Que riso! Ele paralisa o tempo e os meus olhos travam ao olha-lo. Seus abraços me deixam confortável e o calor da sua pele me esquenta sem misérias. Sua coberta com o nosso perfume ao nos cobrir é quase como um abrigo, chega a ser surreal a forma que me sinto em paz quando nos escondemos sob ela e nos beijamos naquele escuro provocante... Ah, o escuro! São com as luzes apagadas que eu percebo como sou ligada em você e te encontro sem dificuldades. Seu corpo é minha pista, o segredo de tudo. Me perco nele ao mesmo tempo em que me acho. É o meu refúgio, meu equilíbrio nas tardes longas de Domingo. Não há filme bom que me prenda atenção quando estou ao seu lado, é irritante, mas vicioso!
Não sei como tudo começou, mas sei como não quero que acabe.
Que as segundas feiras comecem às cinco da manhã com uma mensagem a você dizendo bom dia e que a cada pequeno intervalo de tempo eu olhe para o celular esperando sua resposta. A operadora pode nos atrapalhar uma vez ou outra com a falta de sinal, mas eu usaria esse pretexto para ir até sua casa e conversar contigo mesmo que não faça nenhum sentido minhas palavras, mas é que o seu olhar me apaixona e diz coisas que nem Drummond escreveria.
É eu amo seu jeito despreocupado de ser. Sua cara de sono, sua barba, as roupas jogadas pelo quarto. Quando faço charme e você me puxa para perto e me beija. Seus ciúmes, seus dengos, eles me fazem esquecer até o último suspiro de orgulho.
Já dizia uma música qualquer "Eu não sei por que você me ama e é por isso que eu te amo" talvez sejamos dois loucos que acham graça em tudo, como aqueles casais clichês ao nosso redor, dos cabelos bregas das meninas e os cristãos cegos pelo fanatismo.
Talvez o amor seja uma loucura e nós estejamos tão envolvidos nela que mal percebemos. É verdade, eu sou louca por você. Eu te amaria em qualquer circunstância.
Não saberia como lidar ao passar pela sua rua e não me estressar por não conseguir abrir o portão da sua casa. Como olhar aquele ponto final do ônibus e não me lembrar da primeira vez em que tomamos chuva. De reparar naquele modelo de celular na vitrine e evitar que venha a mente as cenas das frustrantes tentativas de tirar fotos com você.
Tantas palavras já escritas nesse texto no final só tentaram descrever o quanto você preenche um espaço na minha rotina cansativa que nem mesmo eu sabia que exista, aquele espaço entre minha cama e a sala da faculdade. Entre o café seco da manhã e a janta cautelosa.
Esse texto talvez fuja da norma padrão da língua portuguesa ou até mesmo dos meus estilos formal de escrita, mas é que ás vezes a vontade é mais forte do que lógica.
Não digo que não saberia viver sem você, mas acredite: Seria no mínimo catastrófico!
Prefiro não pensar nisso e idealizar os meus esforços em manter tudo como está e não permitir em que nenhum momento você perceba que sou apenas uma pequena alteração em meio a tantas artes em sua vida.



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